Stefan Bellof

quinta-feira, 20 de novembro de 2014


Nome
Stefan Bellof
País
Nascimento
20/11/1957
Morte
01/09/1985
Primeiro GP
Último GP
Melhor Grid
Melhor Resultado
Equipes

Estatísticas de Stefan Bellof
GPs
21
Largadas
20
Títulos
0
Vitórias
0
Poles
0
Pódios
0
Pontos
4
Volta + Rápidas
0
Voltas
936
Voltas como líder
0

Ano a ano de Stefan Bellof
Ano
Equipe Motor
GPs
Pódios
Poles
Voltas
VMR
Líder
Med Pts
Pontos
Tyrrell
Tyrrell
Renault
Ford Cosworth
10
0
0
0
0
0
464
0
0
0.40
4
Tyrrell Ford Cosworth
11
0
0
0
0
0
472
0
0
0.00
0

Temporadas de Stefan Bellof
32
16

Resultados de Stefan Bellof
1 vez
1 vez
1 vez
1 vez
11º
2 vezes
13º
1 vez
DES
9 vezes
NC
4 vezes
NQ
1 vez

Corridas de Stefan Bellof
Ano
GP
No
Equipe Motor
Grid
Pos
Volta mais rápida
Líder
Abandono
Pts
21
GP da Holanda
4
Tyrrell Renault
22
NC
Motor
0
20
GP da Áustria
3
Tyrrell Renault
22
7
Pane Seca
0
19
GP da Alemanha
3
Tyrrell Renault
19
8
0
18
GP da Inglaterra
4
Tyrrell Ford Cosworth
26
11
0
17
GP da França
4
Tyrrell Ford Cosworth
25
13
0
16
GP dos EUA
4
Tyrrell Ford Cosworth
19
4
3
15
GP do Canadá
4
Tyrrell Ford Cosworth
23
11
0
14
GP de Mônaco
4
Tyrrell Renault
0
NQ
Não Qualificado
0
13
GP de San Marino
4
Tyrrell Ford Cosworth
24
NC
Motor
0
12
GP de Portugal
4
Tyrrell Ford Cosworth
21
6
1
11
GP da Holanda
4
Tyrrell Ford Cosworth
24
DES
Desclassificado
0
10
GP da Inglaterra
4
Tyrrell Ford Cosworth
26
DES
Desclassificado
0
9
GP de Dallas
4
Tyrrell Ford Cosworth
17
NC
Desclassificado
0
8
GP dos EUA
4
Tyrrell Ford Cosworth
16
DES
Acidente
0
7
GP do Canadá
4
Tyrrell Ford Cosworth
22
DES
Desclassificado
0
6
GP de Mônaco
4
Tyrrell Ford Cosworth
20
DES
Desclassificado
0
5
GP da França
4
Tyrrell Ford Cosworth
20
DES
Desclassificado
0
4
GP de San Marino
4
Tyrrell Ford Cosworth
21
DES
Desclassificado
0
3
GP da Bélgica
4
Tyrrell Ford Cosworth
21
DES
Desclassificado
0
2
GP da África do Sul
4
Tyrrell Ford Cosworth
24
NC
Desclassificado
0
1
GP do Brasil
4
Tyrrell Ford Cosworth
22
DES
Desclassificado
0

Companheiros de Stefan Bellof
Temporada
Equipe Companheiro
Melhor Pos
Pontos
Vitórias
Poles
Corrida
Grid
Tyrrell Martin Brundle
9
6
0
0
0
0
0
0
4
5
6
3
Tyrrell Stefan Johansson
13
15
0
0
0
0
0
0
2
0
1
1
Tyrrell Martin Brundle
4
7
4
0
0
0
0
0
6
4
5
5

Stefan Bellof (Giessen, 20 de Novembro de 1957 - Spa-Francorchamps, 1 de Setembro de 1985) foi um piloto alemão de automobilismo.

Em Dezembro de 2009, foi eleito pelos seus pares como o 35º melhor piloto de Fórmula-1 de todos os tempos. A eleição foi organizada pela revista inglesa Autosport, que consultou 217 pilotos que passaram pela categoria.

Stefan Bellof iniciou a sua carreira nos karts, onde se estreou no Campeonato Junior em 1973 e correu até 1980, obtendo os títulos da Taça Internacional de Kart no Luxemburgo, em 1976, e o Campeonato Alemão Senior em 1980.

Em 1979, começou nos monolugares, obtendo um segundo lugar em Hockenheim numa prova de Fórmula Ford 1600. Em 1980, obteve sete vitórias na Fórmula Ford alemã, o que lhe valeu um convite para disputar a Fórmula Ford 2000 no ano seguinte, além da Fórmula Ford Internacional, onde obtém seis vitórias e o título do campeonato.

Já em 1981 passa à Fórmula 3 alemã, obtendo três vitórias e o terceiro lugar na classificação final do campeonato, feito que chama a atenção do manager Willy Maurer, que passa a representá-lo. Logo no ano seguinte vai à Fórmula 2 europeia pela equipe Maurer-BMW, onde conseguiu a proeza de obter duas vitórias logo nas suas duas primeiras corridas na categoria, em Silverstone e Hockenheim. Ainda assim, os motores BMW não rendem tanto quanto os motores Mugen, e Bellof consegue apenas mais um segundo lugar em Enna Pergusa e um terceiro lugar em Hockenheim, terminando o campeonato na quarta posição.

No mesmo ano, estreia-se nos Sport-Protótipos disputando os 1000 km de Spa-Francorchamps, com um Porsche. Apesar de não terminar a corrida, impressiona positivamente os chefes de equipe.

Após a boa estreia em Spa, para a temporada de 1983 Bellof assina contrato com a equipe Porsche para a disputa do Mundial de Sport-Protótipos, correndo ao mesmo tempo na Fórmula 2 europeia pela equipe de Willy Maurer, onde a sua melhor classificação é um segundo lugar em Jarama. Nos protótipos, porém, vence os 1000 km de Silverstone, Fuji e Kyalami. Para coroar a temporada, estabelece o recorde de volta definitivo no antigo circuito de Nurburgring. Termina o campeonato na quarta posição.

Em 1984 entra como um dos favoritos ao título pela equipe Brun-Porsche, e confirma a sua posição durante a temporada, vencendo as corridas de Monza, Nurburgring, Spa-Francorchamps, Ímola, Fuji e Sandown Park. Com mais um quarto lugar em Mosport Park e um quinto lugar em Brands Hatch, sagra-se, no fim do ano, campeão mundial, causando espécie pela rapidez com que atingiu tal nível, correndo contra pilotos consagrados como Jacky Ickx, Derek Bell, Hans Stuck e Jochen Mass.

O desempenho de Bellof na disputa do Campeonato Europeu de Fórmula 2, aliado às vitórias obtidas pela Porsche no Mundial de Protótipos, rendeu-lhe um convite de Ron Dennis para testar um McLaren de Fórmula 1 na pista de Brands Hatch, juntamente com os estreantes Ayrton Senna e Martin Brundle. Nesse teste, impressiona o dirigente da equipe inglesa, ao obter tempos de volta um pouco inferiores aos obtidos pela sensação do ano, Senna, mesmo correndo com uma versão antiga do motor Cosworth, em desvantagem frente ao piloto brasileiro. Para 1984, assina contrato com Ken Tyrrell para disputar o Mundial de Fórmula 1 pela sua equipe. Ali, o seu desempenho no único carro equipado com motores normalmente aspirados, em confronto com os motores turbo então dominantes na categoria, atrai a atenção da crítica especializada.

Obtém o seu primeiro ponto ao terminar em 6º lugar o GP da Bélgica, em Zolder; consegue ainda um 5º na corrida seguinte, o GP de San Marino, em Ímola.

Todavia, o seu grande desempenho ocorreu no GP do Mónaco. Mesmo largando da 20ª e última posição e debaixo de chuva forte, o alemão realizou uma corrida repleta de ultrapassagens, incluindo uma ultrapassagem antológica ao Ferrari de René Arnoux no mergulho da curva Mirabeau, e encontrava-se na 3ª posição, aproximando-se dos primeiros colocados, Ayrton Senna da Toleman e Alain Prost da McLaren, ambos com motores turbo. A prova foi interrompida na 32ª volta em virtude das péssimas condições climáticas. Ainda assim, o pódio dividido com Senna mostrava as novas estrelas da categoria.

Bellof ainda realiza uma corrida de destaque em Detroit, quando corria na 2ª posição até sofrer um acidente. Porém, após essa corrida, a análise do carro do seu companheiro de equipe Martin Brundle, que terminou a prova em 2º lugar, detectou várias irregularidades, tais como a utilização de lastros e a mistura de componentes proibidos na gasolina utilizada.

Numa medida sem precedentes, a Federação Internacional de Automobilismo baniu a equipe Tyrrell da temporada, desclassificando os seus pilotos de todas as corridas anteriormente realizadas. As três provas terminadas nos pontos pelo piloto alemão passaram para a posição seguinte.

Bellof, então, passa a dedicar-se exclusivamente aos Protótipos.

Mesmo com as irregularidades verificadas na sua equipe, ao fim do ano, o nome de Bellof estava no meio das discussões das principais equipes, assim como o outro estreante daquele ano, Ayrton Senna. Para 1985, manteve-se nas suas equipes tanto na Fórmula 1 como nos Sport-Protótipos. Houve especulações ligando o seu nome à Ferrari, mas o alemão continuou na mesma equipe pela qual disputou a temporada de 1984. A Tyrrell continuava a dispor dos motores Cosworth, sendo ela e a estreante Minardi a disputar a Fórmula 1 sem motores turbo. Ken Tyrrell negociava o fornecimento de motores turbo com a Renault, mas a sua equipe iniciaria o campeonato como sendo a mais fraca da grelha. Já nos Sport-Protótipos, a Porsche continuava como favorita.

Nessa temporada, entretanto, Bellof decide dar prioridade à Fórmula 1 em detrimento do Mundial de Sport-Protótipos. Nesta categoria, consegue apenas um 3º lugar em Mugello e um 5º em Monza, tendo centrado as suas forças na F1. Foi no GP de Portugal, no Estoril, que obteve o seu primeiro ponto válido, (após as desclassificações no ano anterior), ao chegar em 6º lugar debaixo de uma forte chuva, com o nariz do seu Tyrrell danificado, após ter largado da 21ª posição. Além disso, conseguiu ainda um 4º lugar no GP dos Estados Unidos em Detroit. Nessa última corrida, consegue marcar os três últimos pontos para o lendário motor Ford-Cosworth atmosférico.

Tais desempenhos aproximaram Bellof da Ferrari, fazendo surgir fortes rumores de que um contrato de dois anos havia sido assinado com a equipe italiana a partir de 1986, o que evidencia ainda mais o seu potencial. No GP da Alemanha, em Nürburgring, passa a dispor de um motor Renault turbo no seu Tyrrell, terminando a prova no 8º lugar; na seguinte, o GP da Áustria, em Österreichring, foi 7º e no GP da Holanda, em Zandvoort, abandonou com problemas no motor francês.

No dia 1º de Setembro de 1985, retorna aos Sport-Protótipos para disputar os 1000 km de Spa-Francorchamps. A disputar a liderança, numa altura em que Bellof seguia à sua frente, Ickx tenta a ultrapassagem por fora na entrada de Eau Rouge. Os dois Porsche tocam-se, o carro de Ickx bate com a traseira direita nos rails, ao passo que o Porsche de Bellof vai bater frontalmente no muro de protecção, incendiando-se. Bellof é retirado do carro e levado para o centro de cirurgia do circuito, mas não resiste aos ferimentos e falece no local, uma hora após o acidente; Bellof tinha 27 anos. No mês anterior, Manfred Winkelhock, tinha falecido também nos Sport-Protótipos quando disputava os 1000 Km de Mosport, no Canadá. O seu Porsche 956 bateu fortemente nos muros de protecção, capotando para fora da pista, ferindo-o seriamente. O compatriota de Bellof, algumas horas depois, morria no hospital do circuito. Duas perdas para o automobilismo alemão e também para os aficcionados do desporto automóvel mundial.

Anos depois, a comentar o significado da perda de Stefan Bellof, o jornalista de renome inglês Nigel Roebuck, um dos maiores especialistas mundiais em automobilismo, afirmou o seguinte: “Se Bellof iria vencer Grandes Prémios? Não tenho dúvida nenhuma. Aliás, acredito que ele seria o primeiro campeão do mundo alemão. Não há como questionar que ele tinha habilidade para isso e, embora a Ferrari nunca tenha confirmado, não restam muitas dúvidas que ele seria o parceiro de Michele Alboreto na equipe em 1986. A sua morte foi uma perda horrível para o desporto e ainda maior para aqueles que o conheciam”.

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