Eduardo Celidônio

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Por pouco, Eduardo Celidônio não tornou-se integrante da galeria dos pilotos brasileiros que correram na F1.

Mesmo não tendo participações em corridas internacionais, ficou próximo de realizar seu sonho, ao conseguir a verba necessária para alugar um dos carros da Shadow (na foto, para efeito de ilustração, a Shadow de Zorzi, muito parecida com o modelo que seria utilizado por Celidônio na corrida) para correr o GP do Brasil de 77.

Naquela época, algumas equipes alugavam carros mais antigos ou reservas para pilotos locais. Depois de obter autorização da FIA, com ajuda de Emerson Fittipaldi e José Carlos Pacce, Celidônio ficou na torcida para que nada acontecesse aos carros de Pryce e Zorzi.

E, para conquistar uma vaga no grid, bastaria treinar. Haviam 22 inscritos e a regra permitia que até 24 carros largassem. O piloto brasileiro seria, então, o 23º participante.


Quando tudo caminhava para um final feliz, Celidônio, de dentro do cockpit, recebe a má notícia: -o motor de Zorzi havia quebrado, não oferecendo possibilidade de reparos.

Como só haviam três motores disponíveis, restou ao time recorrer ao propulsor instalado no Shadow de Celidônio. Terminavam ali as chances do brasileiro, um piloto de muito sucesso no automobilismo nacional.

Celidônio começou cedo, aos 18 anos, correndo com o Aero Willys que havia ganho da família.

Venceu as Mil Milhas de 1966 com a famosa Carreteira Corvette nº18, em uma das disputas mais emocionantes da história. Naquela edição, Celidônio ultrapassou o Malzoni de Jan Balder quando faltavam quatro voltas.

No final da década de sessenta, com os restos mortais de um Karman-Ghia com motor Corvair, surge o Snob’s Mk I, Divisão 5 (foto acima, retirada do blog do Pandini), projetado por Ricardo Divila. Infelizmente, Jorge Mascarenhas destruiu o belíssimo protótipo na saída do miolo, durante a primeira volta da Corrida dos Campeões, em Interlagos.

Assim, Eduardo resolve mudar de ares. Compra um cemitério em Maringá e, com o apoio da "Marcas Famosas", monta uma equipe com Alfredo Guaraná Menezes na Super Vê.

O time dura apenas duas temporadas, com Celidônio conquistando o vice-campeonato da categoria, em 1975.

Foram poucas corridas disputadas depois de sua pequena aventura na F1. Despede-se oficialmente do automobilismo, aos 60 anos, nas Mil Milhas de 2003, pilotando um Voyage.

fonte: blogspotbrasil

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