Max Mosley

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Max Rufus Mosley (13 de abril de 1940, Londres) foi presidente da Fédération Internationale de l'Automobile (FIA - Federação Internacional de Automobilismo), emtre 1993 e 2009.

Formado como Barrister (uma das categorias de advogados que existem na Inglaterra) e esportista amador de corrida de veículos automotores, foi fundador e co-proprietário da March Engineering, uma empresa de constução de carros de corrida que manteve uma equipe na Fórmula 1 nas décadas de 70 e 80 e início da década de 90. Administrou os aspectos legais e comerciais da empresa nos anos de 1969 a 1977. No final da década de 70 Mosley se tornou o conselheiro jurídico oficial da Formula One Constructors Association (FOCA). Nesse trabalho lançou a primeira versão do Concorde Agreement, um contrato entre a FOCA e a FISA, que firmava termos de consenso nas longas distutas entre as duas entidades. Mosley foi eleito presidente da Fédération Internationale du Sport Automobile (FISA) em 1991, tornando-se presidente da FIA em 1993. Entre as principais realizações como presidente da FIA destaca-se a aprovação do European New Car Assessment Programme (NCAP ou Endcap), um programa que visou a melhoria de segurança dos veículos europeus. Também atuou na melhoria da segurança e no uso de tecnologias mais ecológicas nos esportes automobilísticos.

O pai de Mosley, Sir Oswald Mosley, foi um político inglês do Partido Trabalhista do Reino Unido e membro do Parlamento onde representava o Partido Trabalhista e Partido Conservador na década de 1920. Na década de 1930 Oswald tornou-se líder da União Britânica de Fascistas. Sua primeira esposa morreu em 1933 e em 1936 Sir Oswald casou-se Diana Mitford numa cerimônia onde estavam presentes Joseph Goebbels e Adolf Hitler. Max nasceu em Londes no início da Segunda Guerra Mundial. Em maio de 1940 Sir Oswald foi detido pelas autoridades britânicas; Diana foi detida um mês depois e os filhos Max e Alexander foram separados de seus pais. Em dezembro de 1940 o primeiro ministro Winston Churchill solicitou que a Secretaria da Família (Home Secretary) garantisse que Diana pudesse ver seus filhos com regularidade.

Sir Oswald e Diana Mosley foram libertados da prisão de HMP Holloway em 16 de novembro de 1943, gerando protestos públicos generalizados. Os filhos eram recusados em várias escolas por uma combinação de sues comportamentos e a reputação dos pais e inicialmente foram educados em casa. A família mudou-se frequentemente para várias cidades da Inglaterra nesse período.

Inicialmente Max Mosley foi educado na França, e aos 13 anos mudou-se para Stein an der Traun na Alemanha por dois anos. No seu retorno para a Inglaterra estudou na escola de Millfield. Ingressou na Universidade de Christ Church, Oxford, onde se graduou em física em 1961. Mosley estudou advocacia na Gray's Inn em Londres, especializando-se em patentes e marcas, obtendo o título de barrister in 1964. A Universidade de Northumbria concedeu o título de Doutorado Honorario em Leis Civis em 2005.

Na sua adolescência e juventude integrou o partido político de seu pai no período pós-guerra, o Union Movement. Mosley diz que a associação do seu sobrenome com o facismo desmotivou-o a desenvolver o interesse pela política, embora tenha trabalhado brevemente no Partido Conservador no início de 1980.

Apesar de ter sempre evitado comentar o posicionamento político de seu pai, no dia 30 de março de 2008 o dirigente foi alvo de uma reportagem publicada no tablóide inglês News of the World. O jornal divulgou vídeo e fotos de Mosley envolvido no que a imprensa britânica classificou como "orgia sadomasoquista nazista".

Além do dirigente, as cenas - filmadas no bairro de Chelsea, em Londres - mostram cinco mulheres, todas prostitutas contratadas por Mosley, fazendo supostas referências nazistas. O inglês exerce, em trechos do vídeo, o papel de "comandante", torturando as mulheres, vestidas como prisioneiras.

As cenas repercutiram em todo o mundo e causaram reação imediata. Na terça-feira, dia 2 abril, Mosley divulgou uma carta em que assumia ter feito parte da orgia e pedindo desculpas pelo constrangimento.

O dirigente, que estava com viagem marcada para o Bahrein, onde acompanharia a terceira etapa do Mundial de Fórmula 1 de 2008, cancelou a viagem. De acordo com a imprensa britânica, o (xeque) sheik do país do Oriente Médio mandou uma carta a Mosley sugerindo que ele não aparecesse na pista de Sakhir.

A Federação Internacional de Automobilismo foi convocada, em sessão extraordinária, para discutir o caso.

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