País:
| Brasil | |
Temporadas:
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1988, 1989, 1990, 1991, 1992
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Equipes:
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March, Leyton House, Jordan
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GPs:
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80
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| Largadas: |
74
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| Títulos: | ||
Vitórias:
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0
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| Pódios: |
1
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Poles Positions:
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0
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Voltas mais Rápidas:
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1
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Pontos:
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10
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| Pontos por GP: |
0,14
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| Pontos por Temporada: |
2
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| Voltas na Liderança: |
0
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| Kms na Liderança: |
0
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| Voltas Percorridas: |
3.040
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| Kms Percorridos: |
14.301
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Primeiro GP:
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Grande Prêmio do Brasil de 1988
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Ultimo GP:
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Grande Prêmio da Austrália de 1992
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| Primeira Vitória: | ||
| Última Vitória: | ||
| Site | ||
Gugelmin competiu na Fórmula 1 durante quatro anos e, conseguiu como melhor colocação, um terceiro lugar no Grande Prêmio do Brasil de 1989.
Aos sete anos de idade, era a grande estrela da categoria "mini-fórmula", pilotando um carrinho vermelho, uma autêntica imitação da Ferrari. Começou a correr de kart aos oito anos de idade, sendo campeão citadino durante nove anos consecutivos. Em 1980, conquistou o título nacional de kart.
Em 1981, iniciou na Fórmula Fiat e logo no início, foi campeão brasileiro. Logo após o título da Fórmual Fiat, Maurício embarcou para a Europa, onde em 1982, conquistou Fórmula Ford 1600 Britânica, com treze vitórias e onze poles. Superou vários desafios e, em 1983, foi o segundo colocado na Fórmula Ford 2000 Britânica.
Em 1984, conquistou mais um título, agora, a Fórmula Ford 2000 Européia. No ano seguinte, obteve sua maior glória ao vencer a Fórmula 3 Britânica. Em 1985, venceu também o Grande Prêmio de Macau da Fórmula Três.
Chegou a ser cotado para ser piloto da Lotus em 1986, por sugestão de Ayrton Senna, que era amigo pessoal de Maurício, mas esse fato não foi consumado.
Começou sua odisséia na categoria-mor do automobilismo em 1988, como futura revelação da March. Em 1989, conseguiu sua consagração, o terceiro lugar no Grande Prêmio do Brasil daquele ano, onde chegou a disputar a segunda posição com Alain Prost, além de muitos outros resultados que valeram para ele.
Gugelmin sofreu um acidente memorável no Grande Prêmio da França de 1989. Na largada, o March, de Maurício, que andava muito rápido no warm-up e que pretendia ganhar o máximo de posições, perde o ponto de freada antes da primeira curva e bate forte na traseira da Williams, de Thierry Boutsen, e da Ferrari, de Nigel Mansell; por um instante, o March ficou completamente de ponta-cabeça no meio de um monte de carros. Após a aterrissagem, Gugelmin sai ileso e sem nenhum arranhão, tendo apenas o capacete saiu esfolado. Porém, o acidente causou uma confusão geral que envolveu mais de vinte carros.
Na segunda largada, Gugelmin largou com o carro reserva, fazendo a volta mais rápida da prova, o que era praticamente uma vitória para Gugelmin após aquele enorme susto na largada.
No ano de 1990, o carro da March (agora rebatizada de Leyton House) não estava bem. Os motores da Judd estavam muito ruins e o brasileiro terminou com um ponto marcado. Não conseguiu vaga para o grid de largada em dois GPs: Canadá e México. Seu companheiro de equipe, o italiano Ivan Capelli, também não conseguiu se classificar para a corrida mexicana, apesar de ser superior ao brasileiro em quase todas as corridas.
Em 1991, seu último ano pela Leyton House (que voltaria a utilizar a alcunha March no fim do ano), não teve também muita sorte, mesmo com os motores da Ilmor. Gugelmin não marcou nenhum ponto.
Transferiu-se para a Jordan em 1992. A equipe, sensação no ano anterior, agora com o motor Yamaha de doze cilindros. Era o ano em que a Jordan se afirmaria de vez na categoria.
Inicia-se a migração para a nova fábrica e tanto Gugelmin quanto o seu companheiro de equipe, o italiano Stefano Modena, estavam esperançosos com o campeonato. Mas, foi uma desilusão para ambos. Os dois pilotos só conseguiram se alinhar no final do grid em grande parte do campeonato (Modena não se classificou em quatro corridas). O carro não era nem sombra do ano anterior.
A equipe fechou o ano com um ponto, conquistado por Modena. Pelo segundo ano consecutivo, Maurício não marcou nenhum ponto também. Desiludido e sem perspectivas para o próximo campeonato, Gugelmin abandona a Fórmula 1. Seu nome chegou a ser cogitado para correr na Forti em 1995, mas outro brasileiro, Roberto Pupo Moreno, ganhou a vaga.
Depois de deixar a Fórmula 1, Maurício foi tentar a sorte na extinta Champ Car. De 1993 a 2001, foram temporadas de altos e baixos, onde nunca teve um carro competitivo para a disputa do campeonato. Quase venceu a Indianapolis 500 de 1995, mas, somente em 1997, na etapa de Vancouver, conseguiu sua tão sonhada vitória em categorias "top" do automobilismo. Venceria outra etapa em 2001, em Cleveland.
Gugelmin entrou para a história como um piloto e homem tranquilo, ético e acima de tudo, um bom amigo e desapegado das coisas materiais, com bem diz uma frase sua:
Não seja o homem mais rico no cemitério. — Maurício Gugelmin
Isto resume "Big Mo", como era carinhosamente chamado no automobilismo. Maurício abandonou a carreira em 2003, e desde então se dedica à função de empresário na área de florestas plantadas.


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