Enzo Ferrari

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Enzo Anselmo Ferrari (Módena, Itália, 18 de fevereiro de 1898 — Maranello, 14 de agosto de 1988) foi o fundador da Scuderia Ferrari e da fábrica de automóveis Ferrari.

Apaixonou-se pelo esporte a motor com apenas dez anos, quando visitou o autódromo de Bolonha. Enzo Ferrari trabalhou como mecânico até ao início da Primeira guerra mundial, altura em que entrou na Contruzioni Mecaniche National, como piloto de testes. Aos 21 anos tentou trabalhar na Fiat, mas foi recusado. Pouco depois ingressou na Alfa Romeo, mas desta vez como piloto. Criou a Scuderia Ferrari no ano de 1925, em Módena, mas durante a Segunda Guerra Mundial viu-se obrigado a transferir a fábrica de automóveis para Maranello, a dezoito quilómetros de Módena. Depois da Segunda Guerra Mundial, a Ferrari ganhou dois títulos mundiais em 1952 e 1953.

Alfredino Ferrari, filho de Enzo, morreu em 1956, aos 26 anos, sofrendo de distrofia muscular progressiva. Isto fez com que se torne uma pessoa amarga. Desde então Enzo nunca mais pisou numa pista de corrida e passou a usar os inseparáveis óculos escuros. Autodidata em mecânica, recebeu em 1960, da Universidade de Bolonha, o título de Doutor "honoris causa" em engenharia, e mais tarde, em física. Ganhou do governo italiano o título de Comendador. Enzo Ferrari morreu em Maranello com 90 anos, tendo obtido 19 vitórias em Le Mans e nove títulos na Fórmula 1.

Trabalhou como mecânico de carros até a primeira guerra mundial, quando então entrou para a Contruzioni Mecaniche Nationali, fazendo testes de carros e, em seguida, transferiu-se para a Alfa Romeu, já como piloto. Em 1929 (01/12/29) Enzo Ferrari fundou a Escuderia Ferrari, em Módena, que era uma equipe esportiva que se propunha a participar do maior número possível de corridas com o maior número de carros. A Alfa Romeu fornecia os automóveis que então eram modificados pela oficina de Ferrari. Dentre os carros usados pela escuderia nessa época estão os Alfa 1750, 2300, posteriormente modificadas pela escuderia para 2600cc, e as famosas P3.

A escuderia obteve bons resultados enquanto ainda modificava os carros da Alfa, com várias vitórias em diferentes tipos de provas, como subida de montanha, Grandes Prêmios e corridas de longa distância (Le Mans, por exemplo). Em 1938, Enzo Ferrari deu fim a sua escuderia, pois tinha sido convidado a dirigir o recém criado departamento esportivo da Alfa Romeu. Porém, Enzo entrou em atrito com o engenheiro chefe da Alfa Romeu, Wilfredo Ricart, o que levou Enzo a fundar em 1939 sua própria fábrica, com sede em Módena. No ano seguinte Enzo fabricou seu primeiro carro, a 815 , mas não lhe deu seu próprio nome, por estar ainda vinculado à Alfa Romeu. O carro recebeu a marca Auto Avio Contruzioni, nome da fábrica fundada por ele. A 815 possuía motor de oito cilindros de 1500cc, construído em parte com material da Fiat. Logo após o término da Primeira Guerra Mundial, Enzo foi trabalhar na Costruzioni Meccaniche Nazionali (CMN), onde começou a pilotar. Em 1920, passou para a Alfa Romeo. Durante uma prova pela Alfa, em Ravenna, no ano de 1923, pilotou de forma tão marcante que despertou a atenção de uma senhora.

Após a prova, ela presenteou Ferrari com o símbolo que o filho, Francesco Baracca, um ás da aviação italiana na Primeira Guerra, pintava no seu avião: um cavalo empinando, ou Il Cavallino Rampante. Quatro anos mais tarde, os carros de Enzo Ferrari começariam a ser identificados por este Cavallino negro, pintado sobre o vermelho que padronizava os carros italianos de corrida. Enzo-Ferrari Em 1929, o sucesso nas pistas levou Enzo a fundar a Scuderia Ferrari, divisão de competição da Alfa Romeo. O Cavallino Rampante, agora, tinha o adorno de um brasão com as cores da bandeira italiana sobre o fundo amarelo, cor da cidade de Modena, sede da empresa. Em 1938, a Alfa decidiu ter sua própria equipe, a Alfa Corse, deixando Enzo Ferrari sem estrutura, com impedimentos contratuais para utilizar seu nome nas corridas, mas ele ainda tinha o sonho… Uma ajuda providencial da Pirelli fez com que a primeira Ferrari legítima, a 815s, fosse lançada em 1939, mesmo ano que seria marcado pelo início da Segunda Guerra Mundial, que tornou a fábrica da Ferrari em Modena um alvo para os bombardeios aliados. Reconstruída em Maranello, em 1943, a Scuderia produziu seu primeiro modelo de corrida, o Type 125, em 1947. Antes mesmo da Fórmula 1 existir como um campeonato, Ferrari produziu uma versão do 125, o Type 125 F1, em 1948. Dois anos mais tarde, Enzo viu nascer o Campeonato Mundial de Fórmula 1 e vislumbrou um mundo de novas possibilidades para a sua Scuderia, que sempre primou pelos carros de corrida.

A produção de veículos para as ruas tinha a função de financiar as competições da equipe esportiva. Ferrari viu a primeira vitória e o primeiro título de pilotos irem para a rival, Alfa Romeo, em 1950, mas comemorou a sua primeira vitória em 1951 e o seu primeiro mundial de pilotos em 1952, com Alberto Ascari. Além disso, também foi a primeira equipe a vencer o título mundial de equipes, quando ele começou a ser disputado, em 1961. Com uma vida reservada, Enzo Anselmo Ferrari sempre será cercado de lendas. Depois da morte de Alberto Ascari, com quem tinha uma estreita amizade, ao volante de um de seus carros, em 1955, dizem que o Comendador passou a evitar situações de proximidade com seus contratados. Sua presença certa nas corridas passou a se tornar cada vez mais rara após a morte do seu único filho com a esposa, Laura. Alfredo “Din” Ferrari, morreu em função de uma distrofia muscular, em 1956, com apenas 24 anos. Muito tempo depois, revelou que tinha um filho fora do casamento, Piero Lardi Ferrari, ainda vivo e dono de cerca de 10% das ações da empresa do pai. Sua frase mais famosa era “A Ferrari mais bela é a próxima!”, mas outras tantas são atribuídas a Enzo. “Uma Ferrari não se testa, se compra” e “Quando você compra uma Ferrari, está pagando pelo motor. O resto, eu dou de graça!” são alguns exemplos do que pode ter sido dito por ele. Aliás, esta frase também atribuída ao criador da Ferrari, mostra um pouco sobre a personalidade de Enzo e essa aura de lenda criada ao redor dele: “Eu gosto de ler seus artigos (falando ao jornalista que lhe perguntou).

Lá eu descubro que me atribuem grandes frases que eu nunca disse ou pensei.” Dizem que os heróis acabam criando seus inimigos (Quem não se lembra do Batman e o Coringa?). Considerando isso uma verdade, Enzo Ferrari garantiu sua porção de heroísmo ao expulsar de sua fábrica um cliente que fora reclamar da embreagem da sua Ferrari. Literalmente escorraçado de Maranello, ouvindo o Comendador gritar “Você não percebe nada de carros. O melhor que tem a fazer é andar com os seus tratores!”, o cliente insatisfeito, que se chamava Ferruccio Lamborghini, resolveu fazer seu próprio carro para mostrar a Enzo Ferrari o quanto ele entendia de esportivos. Depois de uma vida de controvérsia e histórias, não era de se espantar que a morte de Enzo Ferrari, em 14 de agosto de 1988, nos reservasse mais algumas lendas. A primeira é que, a pedido do próprio Enzo, sua morte só foi anunciada dois dias depois, para compensar o atraso de 48 horas no seu registro de nascimento. A segunda e mais bela, foi o resultado do GP da Itália, realizado em 11 de setembro de 1988. Em uma temporada dominada pelas McLarens de Ayrton Senna e Alain Prost, a prova italiana terminou com a dobradinha da Ferrari (Gerhard Berger liderando Jean Alesi), única vitória nas 16 corridas daquele ano que não foi para a McLaren, depois de uma falha no motor de Prost e um erro bisonho de Senna ao tentar ultrapassar um retardatário. Há quem diga que esse foi o presente de despedida de Enzo para a sua querida Ferrari.

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